Resultado de laudo pode esclarecer se diarista foi morta com tiro de fuzil ou pistola na Cidade de Deus

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A Polícia Civil aguarda o resultado do exame cadavérico da diarista Jurema Álvares Pinto, de 66 anos, feito no Instituto Médico-Legal do Rio (IML), nesta terça-feira, para saber se a vítima foi morta com um tiro de uma arma curta (pistola ou revólver) ou por um disparo de uma arma longa (fuzil).

-Jurema Alvares Pinto, de 66 anos.
-Jurema Alvares Pinto, de 66 anos. Foto: Foto: Reprodução / Agência O Globo

Um projétil teria sido encontrado no corpo por legistas que realizaram a perícia.O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

Carro onde a diatristaJurema Alvares Pinto, de 66 anos foi baleada.
Carro onde a diatristaJurema Alvares Pinto, de 66 anos foi baleada. Foto: Foto: Reprodução/TV Globo / Agência O Globo

Moradora do Bairro do Tanque, Jurema foi atingida por um tiro, na última segunda-feira, quando estava no banco do carona de um carro, dirigido pelo filho Marcelo Álvares. O disparo entrou pelo vidro dianteiro do veículo, na altura da Avenida Edgard Werneck, próximo à entrada da Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na Zona Oeste.

Segundo o relato de uma das irmãs de Marcelo, na manhã de segunda-feira, um grupo de homens armados passava pela Rua Edgar Werneck, a principal e mais movimentada via da Cidade de Deus. Naquele momento, eles teriam disparado tiros para o alto, e um tiro perfurou o vidro dianteiro do carro, atingindo Jurema. Foi ela quem percebeu ter sido ferida, contou Cristina Álvares, filha da diarista:

— Ele (Marcelo) falou que não tinha policial nenhum, não tinha confronto, não tinha nada. Ele contou que só passaram uns meninos ali, dando tiro para o alto, atravessando no sinal. De repente, ele virou para o outro lado e viu minha mãe baleada. Foi tudo muito rápido. Quando ele (Marcelo) olhou pro lado, minha mãe virou falou que tinha levado um tiro. “Eu acho que eu levei um tiro”, e botou a mão no peito. Ele ligou o pisca alerta, e já estava bem na praça da Cidade de Deus. Um mototaxista veio ajudando, mandando os carros pararem. Ele entrou na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com ela — disse Cristina Álvares.

Socorrida na UPA, ela não resistiu ao fermimento e morreu. Nesta terça-feira, o corpo de Jurema foi sepultado no Cemitério do Pechincha, em Jacarepaguá.

Mais cedo, ao liberar o corpo da diarista no IML, Cristina Álvares disse que a mãe completaria 67 anos no próximo dia 22 de março.

— Minha mãe trabalhava desde os 13 anos. Sempre foi uma guerreira, criou a gente sozinha. A gente falava para ela que não precisava mais trabalhar, mas minha mãe não gostava de ficar em casa. Ficava até doente. Ela iria fazer 67 anos no dia 22 de março — disse Cristina Álvares, filha da diarista.

Maria José Alvares, outra filha da diarista, em entrevista ao RJ TV, pediu justiça para o caso.

— Mataram minha mãe. Minha mãe não morreu de doença. Ela estava indo trabalhar. Um absurdo isso! Eu quero que esta pessoa que fiz isso com minha mãe pague — disse Maria José.
Jurema era mãe de cinco filhos e avó de dez netos. Dentro do carro em que ele estava indo trabalhar a diarista ainda deixou uma vassoura que havia comprado para fazer uma faxina.

Procurada, a Polícia Civil informou que a investigação continua na Delegacia de Homicídios da Capital. Segundo a polícia, os agentes coletam informações e estão em diligências para esclarecer a autoria, a origem do disparo que atingiu a vítima e as circunstâncias do crime.

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Fonte: Fonte: Jornal Extra