Arsenal apreendido nas ruas do Rio ultrapassa a marca de 125 mil armas em uma década e meia

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O Estado do Rio superou, no fim do ano passado, a marca de 125 mil armas de fogo apreendidas pela polícia ao longo uma década e meia. É como se, entre 2007 — quando começou o levantamento do Instituto de Segurança Pública (ISP) — e 2021, 23 fossem retiradas das ruas a cada dia, o equivalente a quase uma por hora. Na conta, não estão os 26 fuzis encontrados na última terça-feira em uma casa no Grajaú, na Zona Norte carioca. Número que, aliás, é superior ao de fuzis apreendidos na área da 20ª DP (Vila Isabel), que atende o bairro, em todos os 15 anos anteriores: 17.

As estatísticas expressivas, contudo, não significam que o crime organizado ficou menos poderoso no estado com o passar dos anos. Só na capital, por exemplo, milícias atuam, hoje, em 41 bairros, enquanto é o tráfico de drogas que dá as cartas em 55. Uma pesquisa realizada pelo Grupo de Estudos de Novos Ilegalismo (Geni) da UFF indica que quase 3,8 milhões de cariocas sofrem com a presença ostensiva de quadrilhas, o que corresponde a mais da metade da população da cidade.

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Os dados divulgados pelo próprio ISP também ajudam a traçar o tamanho crescente da força do crime organizado no Rio. Em 2007, o estado computou 4.196 ocorrências relativas a tráfico de drogas. Quinze anos depois, o total de casos aumentou 149,7%, chegando a 10.478 em 2021. O número de apreensões de drogas com autoria definida passou por um fenômeno similar: foram 9.945 há uma década e meia, contra 21.677 no ano passado, um salto de 118%.

Entre as 125.751 armas apreendidas no Rio de 2007 a 2021, a ampla maioria é de revólveres (43,8%) e pistolas (35,6%). Também chama a atenção, porém, a quantidade de armamento de guerra encontrado pelas forças de segurança. Foram 4.799 fuzis, 687 metralhadoras e 547 submetralhadoras, um material que quase sempre é importado pelas quadrilhas. Na média, mais de uma arma pesada é retirada das mãos de bandidos por dia no estado.

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Só no ano passado foram recolhidas 6.833 armas, sendo 355 fuzis, um aumento de 6,1% na comparação com as 6.440 de 2020. A área com mais apreensões é a do 7º BPM (São Gonçalo), com 469 ocorrências, seguida pela do 15º BPM (Duque de Caxias), que somou 380, e pela do 8º BPM (Campos dos Goytacazes), com 355. O primeiro batalhão da capital a aparecer na lista é o 14º BPM (Bangu), na décima posição — foram 252 armas apreendidas na área atendida pela unidade em 2021.

Outro dado que ilustra o poderio bélico dos criminosos do Rio é o referente à munição. Embora neste caso só seja possível voltar no tempo até 2014, o ano mais antigo incluso nos números do ISP, as apreensões do gênero desde então impressionam: foram mais de 1,2 milhão de projéteis encontrados com criminosos, ou um a cada quatro minutos, em média.

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Fonte: Fonte: Jornal Extra