Custo com alimentação mantém alta no primeiro mês do ano

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Produtos como a carne, óleo de soja, feijão e pó de café continuam com preços elevados, conforme apontam consumidores

Foto: Agência Brasil
Alimentos estão pesando mais no bolso da população

Barra Mansa – As donas de casa e chefes de família que foram às compras, na primeira quinzena de janeiro, estão sentindo a alta no preço dos alimentos da cesta básica e que, conforme relatam entraram no primeiro mês do ano pesando no orçamento. Embora seja possível encontrar variações de preços, de um supermercado para outro, o relato de consumidores é de que produtos como feijão, óleo de soja, açúcar, pó de café, carne, ovos e farinha de trigo continuam sendo os vilões durante as compras.

De acordo com o aposentado Antônio Carlos da Silva, de 63 anos, por  conta dessas altas ele vai manter durante os próximos meses a prática de evitar as compras feitas uma vez ao mês, em um único supermercado, e apostar na pesquisa de preços e aquisição de produtos por semana, de acordo com a necessidade.

– Eu e a minha esposa paramos de fazer a compra mensal nesta pandemia, e pelo jeito vai ter que ser assim daqui pra frente. Nós pegamos os encartes que os supermercados soltam, aos finais de semana, vamos atrás das promoções é só compramos o que vai precisar naquele momento. Isso dá certo e a gente consegue mesmo economizar – destacou o aposentado.

De acordo com ele, apesar do preço de alguns itens como o leite e o arroz, por exemplo, terem sofrido uma queda, nos últimos meses, o pó de café e o óleo, em sua opinião, ainda estão muito caros.

– No ano passado cheguei a pagar R$ 25 reais em um pacote de arroz que hoje  consigo comprar a R$ 16. Mas o óleo continua muito caro, não encontro por menos de R$ 8 reais, e o pó de café, que usamos muito lá em casa, também está com preço nas alturas. A marca que consumimos está custando quase R$ 14 reais o pacote com 250 gramas. Muitas famílias devem estar passando dificuldades para comprar esses produtos – observou o aposentado.

A dona de casa Maria de Fátima Oliveira, de 60 anos, mora com o marido, a filha, o genro e dois netos, de 13 e 03 anos, e conta que a sua compra mensal se manteve alta no primeiro mês do ano. De acordo com ela, além da carne e do gás, que desde o ano passado vem pesando no consumo da família, ela observou que alguns itens da cesta básica também contribuíram para um gasto maior nos supermercados como a farinha de trigo, óleo, pó de café, feijão, açúcar, entre outros.

– Está tudo muito caro e, infelizmente, lá em casa, por exemplo, nós tivemos que deixar de comprar alguns produtos e também substituir algumas marcas para ver se amenizava o preço da compra desse mês, que já tem tantos gastos por causa da festas de final de ano e das despesas como IPVA e IPTU – disse Maria de Fátima.

Alimentos devem seguir caros

Conforme esclarecem especialistas, a justificativa do aumento dos alimentos se deve ao encarecimento na cadeia de produção, com reajustes de grãos e carnes, energia elétrica e combustíveis. A previsão é de que os  preços só devem começar a desacelerar no fim do segundo trimestre de 2022, o que dependeria de fatores como o crescimento da safra agrícola e da estabilização do dólar.

De acordo com a economista Paloma de Lavour Lopes, os consumidores, nos próximos meses, ainda devem ficar atentos aos preços na hora de fazer compras no supermercado, optando em comprar apenas produtos da estação, readaptando a alimentação e, até mesmo, cortando os supérfluos.

–  Os alimentos ainda seguirão mais caros por um período e, por esse motivo, na hora de ir às compras as famílias devem priorizar o que realmente estão precisando, principalmente nesses primeiros meses do ano, , quando os gastos são mais elevados por conta de despesas com material escolar e impostos .Com a alta da taxa Selic, para conter a inflação, a expectativa é de que os juros de parcelamento de cartões também ficarão mais altos então, deve-se ter muito cuidado ao utilizar essa forma de pagamento para as compras – alertou.

Procon faz pesquisa de preços em supermercados

No decorrer de 2021 o Procon de Barra Mansa, visando auxiliar os consumidores do município, vem divulgando semanalmente pesquisas de preços realizadas em diferentes supermercados da cidade. O órgão disponibiliza uma lista com o preço de produtos básicos e o objetivo é ajudar a população a economizar.

– Nós observamos que as pesquisas de preços semanais geraram uma concorrência muito grande entre os estabelecimentos que, muitas das vezes, baixaram o preço de produtos para conseguirem sair na frente como o mais barato. Isso tem ajudado muito e a gente notou que, mesmo quando os produtos aumentam, eles seguram ao máximo para continuarem na frente – destacou o gerente, ao acrescentar que a pesquisa tem incentivado a competitividade entre os supermercados e ajudando o consumidor  a fazer uma compra mais econômica.

 

Por Roze Martins

 

 



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Fonte: Diário do Vale