Família mineira de mulher morta incendiada no RJ faz campanha por pena máxima de ex-companheiro | Sul de Minas

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No apartamento onde mora, em Poços de Caldas, tudo ainda faz Sandra Mara dos Santos lembrar da filha Alessandra. As várias fotos espalhadas pela sala, os quatros nas paredes e várias peças que a artista plástica fez ao longo da vida. Já se passaram 2 anos desde que a fiha foi morta pelo ex-companheiro, em Nova Friburgo, Rio de Janeiro.

Alessandra Vaz (esq.) e Daniela Mousinho (dir.) morreram em 2019 depois de serem trancadas em um banheiro e homem atear fogo no imóvel em Nova Friburgo, no RJ — Foto: Arquivo pessoal

“Eu penso nela todos os dias, 24 horas eu vejo o sorriso dela, eu sinto a presença dela do meu lado, ela era muito carinhosa e eu digo sempre para a Andreza e para a Adriana, todos os dias ela morre para mim, é como se todos os dias fosse o dia do velório dela e ela morre pra mim”, disse emocionada a mãe de Alessandra.

O crime aconteceu em outubro de 2019. De acordo com as investigações, o engenheiro de produção Rodrigo Alves Marotti, de 33 anos, teria trancado a ex-namorada Alessandra Vaz, de 46 anos e a amiga dela, Daniela Mousinho, de 47, no banheiro da casa onde Alessandra morava.

Depois disso, o homem ainda ateou fogo. As duas tiveram mais de 80% dos corpos queimados e morreram nos dias que se seguiram. Rodrigo Marotti vai ser julgado na próxima terça-feira, dia 8 de fevereiro, no Fórum de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro.

Rodrigo Alves Marotti vai a julgamento no Tribunal do Júri pelos assassinatos de Alessandra Vaz e Daniela Mousinho, em 2019, em Nova Friburgo — Foto: Reprodução/Redes sociais

O caso corre em segredo de justiça, mas em Poços de Caldas, familiares fazem uma campanha nas redes sociais pedindo que o réu receba pena máxima no julgamento e também para fazer um alerta contra o feminicídio. Vídeos feitos pelos familiares estão sendo divulgados na internet.

“Como é um júri popular, quando a gente torna esse caso público, a possibilidade da gente ter uma pena máxima é muito maior, quando tem um caso de visibilidade, é muito maior. São sete pessoas que vão estar julgando esse feminicídio e do ser humano a gente pode esperar qualquer coisa né, então a intenção de lançar essa campanha foi de pedir pena máxima para Rodrigo Marotti”, disse a irmã de Alessandra, Andresa vaz.

Alessandra Vaz e a irmã Andressa Vaz — Foto: Arquivo Pessoal

Alessandra morava há 11 anos no Rio de Janeiro. Em Poços de Caldas, a família não chegou a desconfiar das atitudes do ex-companheiro dela.

“Eu tenho uma tristeza muito grande de como existem pessoas que podem nos enganar dessa forma. Ele era uma pessoa que a gente confiou, ele dormia aqui no quarto, ele acordava de manhã, ele gostava de tomar um cafézinho fresquinho na cama, ele não gostava de levantar antes e eu todas as vezes que ele esteve aqui eu servia esse café pra ele na cama, eu mesma, não foi minha filha, então ele enganou muito bem e como ele tem muitos que enganam”, disse a mãe de Alessandra.

Para a família, o julgamento poderá trazer um pouco de conforto em meio a tanto sofrimento.

“Eu espero a justiça né, justiça dos homens, porque eu sei que a justiça de Deus será feita. Então eu espero realmente que no dia 8 o júri popular faça justiça, dê a condenação máxima pra ele”, disse a irmã Adriana Vaz Massa.

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Fonte: G1