Fachadas, esculturas e murais da antiga sede do Ministério da Fazenda, no Centro, estão em fase final de recuperação

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on whatsapp

[ad_1]

Inaugurado em 1943, o prédio da antiga sede do Ministério da Fazenda, que ocupa um quarteirão da Avenida Presidente Antônio Carlos, no Centro, passa por um projeto de restauração que o mantém escondido por tapumes. Do outro lado, operários supervisionados por técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) — o imóvel em estilo neoclássico é tombado desde 2005 — trabalham nos retoques finais da recuperação de fachadas, esculturas e painéis.

Reviver Centro: prédio da Mesbla terá residências, numa volta ao projeto original

Considerado um marco da Era Vargas (1930-1945), o edifício está totalmente cercado desde 2015, quando um pedaço de granito de 20 quilos caiu do revestimento da fachada que fica voltada para a Rua Almirante Barroso. Por falta de verbas, as obras só começaram cerca de quatro anos depois.

As intervenções estão mais adiantadas na entrada principal, mas a reinauguração ainda não foi marcada. As outras três frentes de obras só devem ficar prontas em outubro. A reforma está custando R$ 11,8 milhões ao Ministério da Economia, novo nome do Ministério da Fazenda.

A fachada está ganhando tinta composta por partículas de silício
A fachada está ganhando tinta composta por partículas de silício Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O projeto também vai recuperar uma preciosidade na cobertura da antiga sede. O vazamento em uma parede no terraço danificou consideravelmente um dos cinco painéis do muralista Paulo Werneck (1907-1987). A recuperação da obra de arte teve a colaboração da família do artista.

— A gente precisava de cerca de duas mil pastilhas. Aproveitamos uma exposição das obras de Werneck no Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá, para entrar em contato com a família. Ainda havia pastilhas do mesmo modelo guardadas no ateliê dele — conta a arquiteta Camila Furloni, da empresa que faz a restauração.

História: Palácio Maçônico, construído em 1830 e tombado pelo Inepac em 1972, reabre com visitas guiadas em março

No esforço para se manter fiel ao projeto da década de 1940, os técnicos encomendaram ao fornecedor original uma tinta composta por partículas de silício para repintar o prédio. Parte do material empregado estava guardado no Museu da Fazenda Nacional, que ocupa hoje um dos andares.

— Ao longo dos anos, várias peças se desprenderam, e nós as guardamos. Temos desde candeeiros da fachada ao pedaço da cabeça de uma cobra de uma escultura do terraço — conta o restaurador Sérgio Murilo, funcionário do museu.

Entre os elementos restaurados na fachada, estão 33 métopas (esculturas em alto-relevo). Sérgio Murilo explica que 32 delas representam atividades econômicas, como agricultura, comércio e indústria. A 33ª, que lembra um homem com asas (como a lenda grega de Ícaro, que voa até o Sol), é conceitual:

— Essa métopa simboliza a força espiritual do país. Foi uma forma de dividir as demais figuras pela fachada— detalha o servidor.

Hoje, para manter em bom estado o imóvel que tem 107 mil metros quadrados, o Ministério da Economia gasta entre R$ 120 mil e R$ 140 mil por mês. O local já acolheu cerca de cinco mil servidores, em sua maioria do então Ministério da Fazenda e da Receita Federal. Marcas da antiga burocracia podem ser observadas em todos os andares: cada um conta com espaços para guichês de atendimento ao público, que foram convertidos em novos escritórios.

As obras no prédio seguem um plano de restauração concebido em 2012 e estão longe de terminar. Ainda falta, por exemplo, reformar os sistemas hidráulico (a tubulação é de ferro, material ultrapassado) e de combate a incêndios (instalar sprinklers) na maior parte dos 14 andares do prédio.

Hoje, o prédio é usado por 16 órgãos. E, segundo a superintendente do Ministério da Fazenda no Rio, Ângela Carnaval, foram fechados acordos para que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) se transfiram para lá.

— A ideia é aproveitar os espaços que ficaram ociosos para acomodar outras instalações federais do Rio, que estão principalmente em prédios alugados. Cada órgão que se transferir terá que arcar com os custos de modernização dos andares que ocupará — diz a secretária de Gestão Corporativa do Ministério da Economia, Daniele Calazans.



[ad_2]

Fonte: G1