Morre o cineasta e jornalista Arnaldo Jabor aos 81 anos, em São Paulo

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Ele sofreu um AVC em dezembro do ano passado e, desde então, estava internado no Hospital Sírio-Libanês

TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO Arnaldo Jabor morreu aos 81 anos por complicações de um AVC

O cineasta Arnaldo Jabor morreu na madrugada desta terça-feira, 15, aos 81 anos, em São Paulo. O também cronista e jornalista estava internado no Hospital Sírio-Libanês, na região central da cidade, desde dezembro, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). A causa da morte está relacionada com complicações do AVC. Ao longo da sua carreira, Jabor desempenhou variadas funções, sendo todas relacionadas à arte. Foi técnico de som, crítico de teatro, roteirista e diretor de curtas e longas metragens. Participou da segunda fase do movimento Cinema Novo, que analisava a realidade da época tendo como inspiração o neorrealismo italiano e a nouvelle vague francesa. Seguindo esse molde, seu primeiro longa foi “Opinião Pública” (1967). Na década de 1970, para driblar a censura, ele produziu “Pindorama” seguindo caminhos metafóricos. 

Jabor também foi responsável por “Toda Nudez Será Castigada” (1973), uma adaptação da peça de Nelson Rodrigues, na qual a atriz Darlene Glória viveu Geni e ganhou um Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim. “O Casamento” (1975), “Com Tudo Bem” (1978) e “Eu Te Amo” (1980), com Paulo César Pereio e Sônia Braga, são outros títulos do cineasta. Um dos principais destaques da sua carreira no cinema é “Eu Sei Que Vou te Amar” (1986), que rendeu a Fernanda Torres o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes. O longa foi um sucesso de bilheteria. Já na década de 1990, ele mudou de área e se tornou colunista no jornal O Globo. Logo ele migrou para a televisão e fez participações nos principais telejornais da Globo. No site oficial do jornalista, essa mudança de área foi relacionada ao governo da época: “Por força das circunstâncias ditadas pelo governo Fernando Collor de Mello, que sucateou a produção cinematográfica nacional, Jabor foi obrigado a procurar novos rumos e encontrou na imprensa o seu ganha-pão”. Ele também se dedicou à literatura, sendo autor dos best-sellers “Amor É prosa, Sexo É poesia” (Editora Objetiva, 2004) e “Pornopolítica” (Editora Objetiva, 2006).

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini.

 



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Fonte: Jovem Pan