Polícia Civil investiga morte de recém-nascida, horas após o parto, em hospital municipal na Zona Oeste do Rio

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A Polícia Civil investiga a morte de uma recém-nascida no Hospital municipal Rocha Faria, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. A criança morreu, no último dia 30 de janeiro, cerca de seis horas após o parto. O pai da menina acredita que houve erro no procedimento, já que a equipe médica decidiu fazer a cesariana somente seis horas depois de a grávida ter dado entrada na unidade, já em trabalho de parto. A Secretaria municipal de Saúde disse que o caso será avaliado pela Comissão de Óbitos.

O marceneiro Alex da Silva Silvestre, de 44 anos, conta que sua mulher, a técnica de enfermagem Rafaela Figueiredo Mendes, de 34, começou a passar mal quando a bolsa estourou, às 2h do dia 30. Como o casal mora a dez minutos do Rocha Faria, decidiu buscar atendimento na unidade. Mas Rafaela só foi para a sala de parto por volta das 8h.

— Ela estava com 4 de dilatação e pediram para esperar mais um pouco. A todo momento, ela explicava que tinha tido uma cesariana há cinco anos porque teve problema de passagem. Duas horas depois, ela começou com muita dor. Dizia que não estava mais aguentando. Teve uma hora que ela começou a se desesperar e a gritar. Dizia: “Me ajuda, sou da área, conheço meu corpo, preciso fazer cesárea “. Depois, chegou a 8 de dilatação. Eu já estava desesperado com a dor dela — relata Alex.

Alexa seria primeiro filho do casal Alex e Rafaela
Alexa seria primeiro filho do casal Alex e Rafaela Foto: Arquivo pessoal

Ainda segundo o pai da criança, as médicas chegaram por volta das 7h50 e começaram a tentar o parto normal:

— Pediram para ela fazer força na contração, mesmo ela dizendo que não aguentava mais de dor. A médica chegou a dizer que estava sentindo o cabelinho da bebê, mas ela fazia força e nada. Uma das médicas disse que estava criando um “galinho” na cabeça da minha filha. Só depois decidiram aplicar a raqui (anestesia raquidiana) para fazer a cesariana. O que mais me indignou foi a indecisão delas.

Alexa nasceu às 8h39 e foi levada direto para a UTI como conta o pai da menina:

— O corpo da minha esposa balançava por causa da força que as médicas estavam fazendo. Com uma força bruta, conseguiram puxar a Alexa, mas ela veio roxa, molinha e não chorou. As enfermeiras passaram com ela e os olhinhos estavam abertos. Foi a única vez que vi ela com os olhinhos abertos. À tarde, quando fui à UTI, a médica responsável me disse: “Não tenha esperanças”.

Alexa morreu às 14h52 e a causa foi asfixia neonatal. A direção do Rocha Faria disse que lamenta o ocorrido e que está à disposição da família para os esclarecimentos necessários e disponibilização do suporte psicológico. Informou ainda que a cópia dos prontuários da mãe e do bebê podem ser solicitados no setor de Documentação Médica do hospital.

A Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento na 35ª DP (Campo Grande) e que os envolvidos foram intimados a prestar depoimento na delegacia. A polícia informou ainda que aguarda o resultado do laudo de necropsia da vítima e realiza diligências para esclarecer os fatos.

Alexa seria primeiro filho do casal Alex e Rafaela
Alexa seria primeiro filho do casal Alex e Rafaela Foto: Arquivo pessoal

Gravidez planejada há um ano e meio

Juntos há três anos e meio — Alex tem quatro filhos e Rafaela um — o casal queria ter um filho deles. Há um ano e meio, decidiram ter o primeiro filho juntos.

— Fizemos tratamento, começamos a programar tudo, arrumamos o quartinho dela. Rafaela teve um acompanhamento pré-natal exemplar. Em nenhuma das ultras deu anormalidade — garante Alex, que afirmou que a mulher segue internada devido a uma infecção.

Rafaela segue internada e, segundo a Secretaria de Saúde, seu estado é estável. Agora, ele pensa em processar o hospital.

— Nesses dias no hospital, a gente tem visto cada coisa inaceitável. Mas não vamos deixar nossa filha vir a esse mundo em vão. Não vou deixar para lá. Quero Justiça para que isso não aconteça com mais gente. Minha filha nasceu linda, perfeita e eu tive que entrar naquele necrotério para reconhecer o corpo dela e depois fazer o enterro — emociona-se.

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Fonte: Fonte: Jornal Extra