Professores e funcionários do Colégio Militar de VR são contrários a proposta de mudança pedagógica para 2022

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,Os professores querem demostrar a diferença entre os dois modelos e ressaltar porque eles desejam que a escola continue no modelo militar – Foto: Divulgação.

Volta Redonda- Os professores, funcionários e responsáveis pelos alunos do Colégio Militar do Corpo dos Bombeiros Militar de Volta Redonda, estão se posicionando contra a proposta de mudança pedagógica da instituição para o ano letivo de 2022.

Segundo os professores e funcionários da escola, entre as tratativas em relação à situação administrativa e pedagógica de escola, há a indicação da Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC), através de um acordo com a Secretaria Estadual de Defesa Civil, de transformar a escola que hoje é militar em escola cívico-militar.

Os professores e responsáveis também estão se queixando do não fornecimento da merenda escolar aos alunos. De acordo com os professores e funcionários da escola, os alunos já iniciaram a segunda semana de aula e continuam sem merenda. Com isso o turno da tarde não está acontecendo na escola e os alunos estão indo embora na hora do almoço.

Através de uma carta aberta, os professores querem demostrar a diferença entre os dois modelos e ressaltar porque eles desejam que a escola continue no modelo militar.

De acordo com os professores, estando à escola funcionando desde 2019, já é possível apresentar uma avaliação do modelo que foi implementado e pelo qual foi formada a primeira turma que concluiu o Ensino Médio nesta unidade escolar em 2021. E é com base na formação destinada a estes alunos, ainda que em meio a uma pandemia, já é possível valorizar a Proposta Pedagógica executada, que inclui: currículo e avaliação.

De início, em relação à equipe administrativa, eles se dizem não se opor à escola possuir coordenadores pedagógicos civis, desde que a direção seja militar, pois sendo a disciplina coordenada pelos militares bombeiros, será possível continuar o trabalho excelente de desenvolvimento do caráter e do respeito dos educandos para com os seus pares e para com as autoridades escolares, bem como do comprometimento com os estudos e com as obrigações estudantis.

Já em relação à questão da merenda escolar dos alunos, assim como os recursos materiais: pedagógicos e administrativos. Eles podem ser claramente, cedidos pela Secretaria de Estado de Educação, pois o Corpo de Bombeiros não detém competência legal para destinar verbas que supram essas necessidades e a SEEDUC tem condições e a atribuição de fornecê-las.

Carga horária reduzida 

Em relação à matriz curricular, vê-se, na matriz atual das escolas cívico militares, a redução da carga horária de disciplinas importantes para a formação do aluno no Ensino Médio em relação às escolas militares, pois isso, é necessário que a distribuição de aulas continue como foi implementada nos colégios militares.

Já a avaliação, ela também é bem diversa: nas escolas cívico-militares, as avaliações ocorrem como as das escolas estaduais regulares: 4 bimestres; recuperação para cada instrumento avaliativo; possibilidade de dependência em duas disciplinas e média 5,0. No atual modelo da escola militar são: 3 trimestres (que possibilita maior tempo de ministração de conteúdos do que de avaliações); recuperação ao final de cada trimestre e ao final do ano; não há dependência e a média é 6,0. Observa-se, dessa forma, um maior foco na ministração dos conteúdos do que em avaliações, que, por serem tantas, divididas em 4 bimestres curtos − no modelo atual da SEEDUC −, faz com que o professor passe mais tempo avaliando do que ensinando.

No formato existente nos colégios militares, aumenta-se a carga horária com aula, pois ao diminuir o número de avaliações, aumentasse em 50%, em média, o tempo de ministração de conteúdos pelos professores. Logo, no atual sistema das escolas estaduais, os alunos deixam de ver conteúdos essenciais, cobrados nos principais processos seletivos do país.

Currículo mínimo

Em relação à proposta curricular, tem-se nas escolas cívico-militares um Currículo Mínimo, o que reduz o número de conteúdos a serem vistos pelos alunos, enquanto no referido colégio militar, o currículo é amplo, máximo.

Com isso, sendo realizada a mudança da escola para cívico-militar, não seria possível  ampliar o currículo, pois os alunos poderiam alegar que não se está cumprindo o que está determinado para as escolas estaduais. Nesse viés, é notório que há, no atual modelo das escolas militares, um currículo com uma gama maior de abrangência, preparando os alunos com muito mais qualidade para os concursos militares, vestibulares, para o Enem e para o trabalho.

-Enfim, nos professores não podemos retirar da nossa comunidade escolar essa qualidade de educação oferecida pelo Colégio do Corpo de Bombeiros Militar, já estabelecida e reconhecida pelos cidadãos da cidade e das cidades circunvizinhas. Lembrando que em 2020, tivemos mais de 800 alunos inscritos para as duas escolas do Corpo de Bombeiros, corroborando que a qualidade da escola é notória. Ainda, em 2020, alunos do colégio tiveram notas excepcionais no ENEM, como 920 e 940 em Redação, e 730 em Matemática, estando ainda no 2º ano do Ensino Médio – destacou.

“Solicitamos, portanto, que haja um verdadeiro engajamento político para que os colégios do Corpo de Bombeiros Militar mantenham-se neste formato e não se tornem colégios cívico-militares”, disse um professor.

 

 



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Fonte: Diário do Vale