‘Estou em choque até agora’, diz jovem que filmou desabamento durante temporal em Petrópolis | Região Serrana

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Fotógrafa e influencer digital, a jovem Beatriz Foster, de 18 anos, começou a filmar a chuva que caía em seu bairro, Castelânea, em Petrópolis, nesta terça-feira (15) para puxar assunto com seus seguidores, registrar o momento.

Mas o que era apenas mais um storie no meio do dia, acabou se revelando um conjunto aterrorizante do temporal que se abateu sobre o município da Região Serrana do Rio.

“Estou em choque até agora. Sem reação. Nunca vi nada assim. Quem mora em Petrópolis está acostumado com chuva, mas nunca choveu tanto, nem foi tão perigoso assim”, diz ela que começou a filma por volta das 16h e às 20h, encontrava-se abrigada na casa de um vizinho com o filho de um ano, a mãe, o avô e a irmãzinha de quatro meses de idade.

Beatriz Forster em meio ao caos: abrigo na casa de vizinhos e casa do pai soterrada — Foto: Reprodução/Redes sociais

Quando começou a filmar, ela chama atenção para a quantidade de água que desce e lava a rua íngreme. Em minutos, vê o local se transformar em uma corredeira.

Depois, vê uma barreira caindo, uma vizinha ao longe pedindo ajuda, mas sem ter com quem contar, dado o caos e o medo que se abateu no bairro, e por fim, registrou casas desabando.

Corrente humana para escapar da correnteza

Bia e seus familiares resolveram deixar sua casa quando uma barreira caiu nos fundos da casa de um vizinho. Com medo de que acontecesse o mesmo com a sua, ela e os parentes fugiram para a casa do vizinho que ficava no meio da rua e não era cercada por morros.

“Tivemos que fazer uma corrente humana, com as crianças no colo, para a correnteza da rua não nos levar”, diz.

Abrigada na casa do vizinho, ela soube que a casa do pai e da madrasta, que fica cinco casas rua acima havia sido soterrada e a madrasta e dois irmãos dela haviam sido encobertos por lama.

Na sequência, o pai, que estava fora, mas foi avisado, ligou dizendo que todos foram resgatados com vida e levados para algum lugar que ela ainda não sabe qual.

No meio do caos, o avô Luiz saiu para ajudar os vizinhos quando a chuva cessou, por volta das 20h. Bia e a mãe Catherine aguardavam a sua volta para seguirem para a casa de parentes.

“Parece um filme de terror. Agora é lama, barulho de cachoeira, árvore e lixo para todo lado. As pessoas estão saindo de suas casas cheias de bolsas nas cabeças. Ninguém quer ficar aqui, não é seguro. A gente deve ir para casa de algum parente. Graças a Deus temos para onde ir”, diz.

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Fonte: G1