MPB está de luto!: Cantora e compositora Elza Soares morre aos 91 anos

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O mundo da música brasileira vestiu luto nessa quinta-feira (20). Morreu hoje, de causas naturais em sua residência, no Rio de Janeiro, aos 91 anos, a cantora e compositora Elza Soares, uma das mais antigas e tradicionais do país. “É com muita tristeza e pesar que informamos o falecimento da cantora e compositora Elza Soares, aos 91 anos, às 15 horas e 45 minutos em sua casa, no Rio de Janeiro, por causas naturais.”, comunicou a assessoria da cantora.

Um ícone na música brasileira e considera dona de uma das melhores vozes do mundo, ela emocionou a todos com sua força e determinação. Elza começou sua carreira no samba, no final dos anos 50, tendo início no Sambalaço, em 1959, com “Se acaso você chegasse”. Nos anos 60, a cantora teve sua primeira fase áurea, onde gravou discos com Miltinho e com Wilson das Neves. Fazem parte desta era lançamentos como “O samba é Elza Soares” (1961), “Sambossa” (1963), “Na roda do samba” (1964) e “Um show de Elza” (1965).

Nos anos 70 o samba de ritmo mais tradicional ganhou o coração de Elza. Sucessos como “Salve a Mocidade” (Luiz Reis, 1974), “Bom dia, Portela” (David Correa e Bebeto Di São João, 1974), “Pranto livre” (Dida e Everaldo da Viola, 1974) e “Malandro” (Jorge Aragão e Jotabê, 1976), foram alguns exemplos da época. A cantora, em uma iniciativa inédita, abriu espaço para as vozes femininas nos carros de sons das escolas de samba do Rio, no fim da década de 70, ocupando lugares até então historicamente destinado aos homens. Foi a ‘puxadora’  oficial da Acadêmicos do Cubango, de Niterói, na década de 80, quando a escola, ainda desfilante no Carnaval da cidade, apresentou ‘Afoxé’, aquele que é considerado um dos maiores desfiles da verde e branca.  

Ainda na década de 80, a cantora passou por uma fase de ostracismo, onde pensou em parar de cantar. Porém foi aí que Caetano Veloso entrou em sua vida e a ajudou. Um convite para participar do samba-rap Língua, de Caetano, foi a ajuda que ela precisava.

A partir daí, o caminho para outros ritmos foram abertos, quando ela começou a cantar menos samba, como em seu álbum “Somos todos iguais”, com músicas de Cazuza. Em seus 34 discos lançados, ela se aproximou do samba, do jazz, da música eletrônica, do hip hop, do funk e diz que a mistura é proposital.

Em seus últimos anos, Elza ainda estava muito conectada no mundo da música e na política, onde em seus últimos três albuns, a tématica feminina estava bastante presente. Em 2015, lançou o albúm “Mulher do fim do mundo”, em que a cantora viveu mais uma fase de renascimento artístico. “Me deixem cantar até o fim”, pediu Elza em verso da música que batiza o álbum.

Em 2018 lançou “Deus é mulher”, e por fim, em 2019, seu último álbum foi lançado, chamado de “Planeta fome”, que foi um marco em sua carreira, onde abordou o período em que perdeu dois filhos para a inanição e ela própria quase morreu. Ainda não há informações sobre o local e a data de sepultamento da cantora. 

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Fonte: O São Gonçalo