Justiça pede afastamento de deputado por organização criminosa

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A Justiça do Rio aceitou, nesta sexta-feira (28), a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) que pediu afastamento de deputado estadual do Rio Wanderson Gimenes Alexandre (Solidariedade), mais conhecido como Anderson Alexandre. Ele é acusado de liderar um esquema milionário de desvio na prefeitura de Silva Jardim, no interior do estado, na época em que foi prefeito.

De acordo com o MP-RJ, o esquema liderado por Anderson Alexandre chegou a desviar mais de R$ 1 milhão de reais dos cofres da prefeitura de Silva Jardim, onde ele foi prefeito entre 2013 e 2016. O órgão afirma que o político nomeou 54 funcionários fantasmas para ocuparem funções em cargo de comissão na prefeitura da cidade.

A denúncia afirma ainda que, nos meses de agosto e novembro de 2016, os advogados Emerson Santos Leite, ex-procurador-geral de Silva Jardim, e Fhelipe de Souza Amorim, orientaram ao menos 32 servidores nomeados de forma indevida dentro da Procuradoria-Geral do Município para que ficassem em silêncio em seus depoimentos ao MP-RJ. A intenção foi dificultar as investigações sobre os crimes praticados. Ao todo, o esquema pode ter desviado R$ 1.023.868, 62. 

Além de Anderson, também foram denunciados pelo MP-RJ o ex-presidente da Câmara Municipal de Silva Jardim, Roni Luiz Pereira da Silva, os ex-vereadores Jazimiel Batista Pimentel, Adão Firmino de Souza, Flávio Eduardo da Costa Brito e a ex-chefe de gabinete Thais de Oliveira Gabardo. Segundo o MP, eles eram responsáveis por selecionar os funcionários fantasmas em troca de apoio político.

A Justiça do Rio também bloqueou o valor de  R$ 1.023.868,6, o mesmo estimado em valor desviado, de todos os envolvidos no esquema criminoso. Eles estão proibidos de acessar ou frequentar repartições públicas do município de Silva Jardim, para que não haja uma nova influência sobre as testemunhas. 

Através de Nota, a defesa do deputado estadual Anderson Alexandre afirmou que ele “jamais praticou atos ilícitos, nunca foi condenado criminalmente em nenhuma instância e tem a convicção de que será feita justiça”.

“Anderson Alexandre permanece no exercício do mandato conferido pela Assembleia Legislativa do Rio uma vez que juiz de primeira instância não tem competência para examinar qualquer ação penal referente a deputado estadual. O deputado reitera que a denúncia é requentada, ressurge em todo ano eleitoral, na tentativa de difamar o deputado junto ao eleitorado. É mais uma tentativa de espetacularização e criminalização da política, contudo não vai prosperar, pois confia na justiça”, completa a nota.

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Fonte: O São Gonçalo