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Parantes de vítimas da tragédia de Petrópolis, na Região Serrana, chegaram cedo ao Instituto Médico Legal (IML) do município, no bairro Corrêas, para fazerem a liberação dos corpos. Às 8h10, uma funcionária da Polícia Civil leu o nome de 15 pessoas que já tinham seus corpos liberados para os sepultamentos. Segundo a polícia, até a manhã desta quinta-feira 101 corpos jáhaviam sido levados para o IML, sendo 65 mulheres e 36 homens. Lá, 33 já tinham sido identificados pela família por volta das 8h. Desse total de corpos no instituto, 13 são de menores de idade.
A dona de casa Marlene Gregório Lourenço, de 62 anos, e a feirante Regina Luiza Gregoria Lisbôa, de 57, estão no IML para reconhecer o corpo da irmã Maria de Fátima dos Santos Vicente Silva, de 64. A mulher morava no Morro da Oficina junto com o marido e a sogra. Filho e mãe já foram encontrados e reconhecidos. No entanto, o corpo da dona de casa ainda não foi identificado pelos familiares.
Abalada, Marlene aponta a demora e cita a angústia que a família vive nas últimas horas. Ela destaca que duas crianças, netas do marido de Maria de Fátima, estavam na residência e também estão desaparecidas.
— Viemos direto aqui porque do jeito que está a região não dava para salvar (a vida delas). O meu cunhado e a mãe dele foram achados. Só a minha irmã e os netos do marido dela que não foram encontrados — diz, aos prantos.
Confira: O antes e o depois da tragédia de Petrópolis
Regina diz que a mãe, de 83 anos, não sabe que a filha mais velha pode ter morrido.
— A gente acha que ela morreu. Acredito na vontade de Deus, sabe. É uma dor muito grande.
Vivendo angústia semelhante, o vendedor ambulante Marcelo Pereira de Medeiros, de 48 anos, tenta liberar o corpo da irmã, a dona de casa Marise Pereira de Medeiros. Segundo ele, o entrave está sendo a exigência de documentos.
— Caiu uma barreira e eu acabei perdendo quatro parentes nessa tragédia. Me pediram documentação, mas não consegui resolver nada disso. A enxurrada levou tudo, não tenho como resolver. Está nas mãos de Deus agora.
Em meio a dor da tragédia, ao menos uma pessoa já foi enterrada. Para esta quinta-feira, são previstos outros quatros velórios e sepultamentos na cidade. Uma das cerimônias marcadas é o de Maria Eduarda, de 17 anos, que morreu no deslizamento ao lado da afilhada, de 1 ano. A mãe quer que as duas sejam sepultadas juntas.
— É uma dor muito grande, mas, queremos despedir delas todas — destacou Gizelia, mãe da adolescente que, durante as buscas, foi incansável cavando durante horas atrás do corpo da filha.

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Fonte: G1