Praias aldeenses recebem placas de conscientização sobre a presença de cavalos-marinhos

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Apesar da aparência frágil, o surgimento dos cavalos-marinhos na Lagoa de Araruama traz uma sólida perspectiva de renovação. Pequeninos e simpáticos, eles têm despertado a curiosidade da população aldeense, que compartilha frequentemente nas redes sociais registros dos ilustres novos moradores das praias da cidade. Nesta quinta-feira (16), quatro pontos da laguna receberam placas de conscientização sobre a presença desses animais. A ação iniciada hoje terá outros desdobramentos e é resultado de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e o Projeto Cavalos-Marinhos/RJ, da Universidade Santa Úrsula. 

As sinalizações foram instaladas pela Guarda Ambiental nas praias da Salina, Balneário, Ponta da Areia e Boqueirão. Além de outras informações básicas, as placas listam as maiores ameaças a esses animais: captura para criação em aquários, uso na medicina, como artigos para souvenirs e pesca predatória.   

De acordo com a pesquisadora responsável pelo projeto, Natalie Freret-Meurer, os relatos da presença dos animais começaram a chegar pela internet no mês de fevereiro. Poucos meses depois, começaram as verificações. 

“Inicialmente, em maio, fizemos os primeiros levantamentos no bairro Balneário, em São Pedro da Aldeia, na Ponta da Farinha, em Iguaba Grande, e na Praia das Laranjeiras, em Araruama. Atualmente, a população já está muito bem estabelecida e reproduzindo na lagoa. Temos machos grávidos e animais juvenis”, contou. 

Os pesquisadores acreditam que a espécie tenha entrado naturalmente na lagoa pelo Canal do Itajurú. No entanto, a causa do movimento de migração ainda não é conhecida. Os cavalos-marinhos, apesar de passarem a ideia de animais lentos e parados, fazem grandes movimentos de migração. Eles entram e saem das baías. Ainda de acordo com Natalie, esse é o primeiro relato da presença desta espécie em águas hipersalinas no mundo. A salinidade da Lagoa de Araruama está em torno de 54 gramas de sal para cada litro de água, enquanto o mar apresenta de 30 a 37. 

Uma das características comportamentais é que costumam ficar presos a estruturas como rochas, pedras no fundo do corpo hídrico, estacas, redes e deques. Em São Pedro da Aldeia, moradores já relatam a presença dos animais no Centro, Praia da Salina, Balneário, Ponta da Areia, dentre outros pontos da cidade. O maior cavalo-marinho registrado no território aldeense, até o momento, foi catalogado pela equipe de monitoramento do projeto ambiental em Balneário São Pedro. Era um animal adulto que possuía cerca de 19 centímetros de comprimento, acima da média encontrada na região. 

Exemplar registrado nesta quinta-feira (16) na Ponta da Areia. Foto: Larissa Siqueira/Divulgação PMSPA

O Secretário de Meio Ambiente, Mario Flavio Moreira, ressaltou a importância do trabalho de conscientização para a proteção da espécie. “É importante que a comunidade e os turistas, que frequentam as nossas praias, conheçam o projeto e ajudem na preservação desses animais. O objetivo é que essa parceria também origine um programa de educação ambiental para a conservação dos cavalos-marinhos, abrangendo escolas e a comunidade pesqueira. Os pescadores já têm capturado exemplares, acidentalmente, nas redes de camarão e peixe. A nossa parceria é para conscientizar sobre o manejo correto e não-agressivo à espécie”, explicou. 

A Secretaria de Meio Ambiente de São Pedro da Aldeia destaca que coletar de ambiente natural, armazenar e manejar cavalo-marinho é crime ambiental (MMA Portaria 445, 17 de dezembro de 2014).

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Fonte: Prefeitura de São Pedro da Aldeia