Avaliação: Ford Maverick quer mexer com o segmento de picapes

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Ford Maverick

Com motor 2.0 a gasolina, câmbio AT de 8 marchas e tração integral, Maverick chega em versão única. Vale o que cobra? Confira as primeiras impressões

O lançamento oficial da Ford Maverick acontece hoje (15), oferecida em versão única Lariat com o pacote off-road FX4, por R$ 239.990 – preço base nacional, podendo variar conforme o Estado. Com apelo para oferecer aptidão para trabalho junto com comodidade e conforto para o lazer, ela possui tamanho intermediário entre as picapes Fiat Toro e Ford Ranger, por exemplo. Ou seja, espera abraçar um novo nicho de público que quer uma picape, porém, com mais espaço interno.

Em sua apresentação, inclusive, a Ford focou bastante no comparativo com SUVs médios. Para comparar, a Maverick tem 5.073 mm de comprimento, 1.674 mm de altura e 3.076 mm de entre-eixos, enquanto a Toro tem, respectivamente, 4.945 mm, 1.673 mm e 2.990 mm.  E o Bronco Sport? São 4.386 mm, 1.813 mm e 2.670 mm, na mesma ordem.

Ford Maverick

Aliás, Bronco e Maverick compartilham a plataforma e o conjunto mecânico, contudo, com mais diferenças do que similaridades entre eles. Tal qual o SUV do qual deriva, a Maverick também é feita no México. Por outro lado, o Bronco oferece bloqueio do diferencial traseiro, item inexistente na picape, mesmo com tração 4×4. Isso porque a Ford defende que o público do Bronco Sport espera um SUV off-road raiz, enquanto o público da Maverick está mais interessado em uma picape de trabalho.

E nas aptidões de picape então? Com construção monobloco, a Maverick possui capacidade de carga de 617 kg e de reboque de 499 kg. Na Toro, a capacidade de carga varia entre 670 kg e 750 kg, dependendo da versão, mas sempre nas opções com motor turbo flex, com capacidade de reboque de 400 kg.

Ford Maverick

E como anda a Maverick?

Vamos às impressões ao volante. A Revista CARRO teve contato breve por poucos dias com a picape, mas a sensação que fica depois de dirigir o modelo é de que sobra motor. Ao menos com uma única pessoa a bordo e sem peso na caçamba. O motor é o 2.0 EcoBoost turbo a gasolina com injeção direta que também equipa o Bronco, mas com melhorias na calibração de motor e câmbio que permitiram aumentar em 13 cv a potência na Maverick. Sendo assim, os números finais são 253 cv a 3.000 rpm e 38,7 kgfm de torque a 5.500 rpm. A transmissão é a automática de oito marchas, com sistema de tração integral AWD.

Seja na cidade ou na estrada, basta pisar um pouco no pedal do acelerador para sentir a força do conjunto mecânico empurrando a picape sem muito esforço. As retomadas de velocidade são bem ágeis, dando mais segurança nas ultrapassagens. A retomada de 80 km/h a 100 km/h, por exemplo, foi um aspecto que impressionou – de novo, avaliamos a picape sem peso na caçamba. Impressionou também o silêncio a bordo: a 100 km/h, o conta-giros fica na marca de 1.500 rpm, chegando a 2.000 rpm a 120 km/h. Ou seja, você pode curtir o rádio ou conversar tranquilamente dentro da cabine sem ser interrompido pelo barulho do motor. E isso mesmo quando o pedal de aceleração é mais demandado.

Ford Maverick

Falando especificamente do câmbio, ele oferece uma ótima solução na Maverick. Destaque para o seletor giratório que substitui com primor a alavanca de câmbio: é funcional e ajuda a compor o estilo minimalista da cabine. As trocas são suaves, sem trancos e o fato de ter oito marchas ajuda bastante na seleção da rotação ideal em cada situação. Por falar em cada situação, a picape conta com cinco modos de condução: Normal, Reboque/Transporte, Areia, Escorregadio, Lama/Terra. Para trocar entre os modos, basta um toque no botão posicionado no console central. Eles alteram parâmetros de trocas de marcha e mapa de aceleração, além da sensibilidade dos controles de tração e estabilidade.

Ford Maverick

Pelos dados do Inmetro, a Maverick faz 8,8 km/l na cidade e 11,1 km/l na estrada, lembrando que é movida apenas a gasolina. Em nossa avaliação, fizemos média de 11,6 km/l em trecho misto cidade e estrada, mas reforçando que o consumo varia muito conforme o estilo de condução.

A picape traz suspensão dianteira independente Twin-I-Beam e traseira Multilink. Esse conjunto se mostrou muito confortável, mesmo no asfalto irregular das vias brasileiras. É macia na medida para não balançar demais, especialmente sem peso na caçamba, mas firme o suficiente para oferecer uma boa sensação de estabilidade nas curvas. A direção elétrica também mostrou bom peso e torna muito fácil manobrar seus 1.744 kg, aliás, ponto positivo para o raio de giro. Mesmo em espaços mais apertados é muito tranquilo manobrar a Maverick.

interior Ford Maverick

Interior e acabamento

A Maverick chamou muito a atenção nas ruas, claro, sendo um modelo novo que ainda não era visto rodando com frequência. A dianteira, principalmente, foi o que atraiu mais olhares, com os faróis de LED e a ampla grade em preto. Aliás, merecem menção as belas rodas também em preto de 17 polegadas. Contudo, a opulência do exterior não está presente no interior, que é elegante, porém, minimalista.

interior Ford Maverick

O painel exibe velocímetro e conta-giros analógicos, com uma tela central colorida de 6,5″. O revestimento marrom dos bancos e os detalhes cobreados no painel, console e nas portas dão o tom da cabine. Mas se você reparar bem, notará um acabamento com desenho tridimensional no painel do lado do passageiro e nas portas. Discreto, mas muito bonito.

interior Ford Maverick

O que chama a atenção mesmo no interior é o espaço. De fato, a Ford apostou em conforto a bordo e, nisso, acertou. Três adultos viajam bem atrás, com espaço suficiente para pernas e cabeça. Aliás, por ser mais baixa que uma picape média, o acesso também é mais fácil. Outro aspecto muito bacana do interior é o fato de ser lavável, facilitando a vida de quem realmente vai usar a picape a trabalho ou em estradas de terra.

interior Ford Maverick

E falando nos bancos traseiros, há um grande compartimento sob o assento, com fácil acesso. Basta puxar a alça e travar o assento na posição elevada para acessar a área. Para descer o assento e fechar o compartimento de novo, é só puxar a alça outra vez para destravar. Vale a pena citar também os dois compartimentos de carga dentro da caçamba, localizados acima das rodas nas laterais, além do vidro elétrico também para a janela que dá para a caçamba.

interior Ford Maverick

O banco do motorista tem ajustes elétricos, com oito posições, e o volante tem ajuste de altura e profundidade. Pulando para a central multimídia, o sistema Sync possui tela sensível ao toque de 8″, conectividade Android Auto e Apple CarPlay, comandos de áudio e voz no volante, Bluetooth e quatro entradas USB tipo A e tipo C (sendo duas na dianteira e duas na parte traseira). É um sistema simples, basicamente com o rádio e o espelhamento do celular. Mas também é bastante simples de operar e muito intuitivo.

interior Ford Maverick

O que oferece para o fora de estrada?

A picape possui 218 mm de altura livre do solo, ângulo de ataque de 20,6º, ângulo de saída de 21,2º, ângulo de transposição de 18,1º e capacidade de imersão de 450 mm. Há ainda, de série, ganchos para reboque na dianteira, pré-instalação de engate para reboque com conector de quatro pinos e chicote, protetor de caçamba, pneus 225/65 R17 All Terrain e protetor inferior de metal. Ou seja, capota marítima e estribos são vendidos à parte.

Também estão inclusos na lista de acessórios capota rígida elétrica, santantônio, sensor de estacionamento (sim, há câmera de ré de série, mas o sensor é vendido à parte), assistente de descida da tampa da caçamba e extensor/divisor de caçamba.

Ford Maverick

Lista de equipamentos

Além dos itens já citados ao longo desse texto, a Maverick Lariat FX4 vem equipada de série com controle de estabilidade e tração, controle automático de descida, assistente de partida em rampa, freio a disco nas quatro rodas, freio de estacionamento eletrônico, sistema Auto Hold, assistente de frenagem autônoma com detecção de pedestre/ciclista, alerta de colisão frontal, sistema de assistência de frenagem, freio automático após impacto, piloto automático, Start/Stop, sete airbags (dianteiros, laterais, de cortina e de joelho para o motorista), ar-condicionado automático digital de duas zonas, abertura das portas por código sem chave, câmera de ré e monitoramento de pressão dos pneus.

E vale o que cobra? O preço de R$ 239.990 é salgado, mas a picape oferece um ótimo conjunto mecânico, desempenho muito bom e conforto e espaço de sobra no interior. O desenho mais jovem também deve ser um atrativo para muitos consumidores. Ela tem muito potencial e pode incomodar (um pouco) a Fiat Toro, mas não deve abalar a sua liderança no segmento de picapes, especialmente sem variantes a diesel. Aliás, a Ranger diesel 4×4 automática tem preços bem próximos, partindo de R$ 243.990, enquanto a Toro mais cara é vendida por R$ 207.390. O sucesso da Maverick pode esbarrar nela mesma. Ou em seu preço.

Fotos: Divulgação

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Fonte: Revista Carro